Cuidados com a próstata

Novembro azul acaba hoje mas os cuidados são contínuos. Previna-se!

A próstata é uma glândula localizada pelve, abaixo da bexiga e à frente do reto. É responsável por produzir parte do sêmen, secreção que contém os espermatozoides e que é liberada durante o ato sexual. O tamanho pode mudar com a idade. Em homens mais jovens, tem o tamanho de uma noz, mas em homens mais velhos pode ser bem maior e até prejudicar o fluxo urinário.

Quando isso acontece, chamamos de Hiperplasia Prostática Benigna, devendo ser tratada na maioria das vezes por medicação ou cirurgia. Apesar desta ser a doença mais comum da próstata, é com o câncer que mais nos preocupamos, sendo o tipo de neoplasia que mais acomete os homens. O câncer na próstata se desenvolve quando ocorre o crescimento descontrolado das células glandulares.

Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença são: a idade, casos de câncer de próstata na família, algumas síndromes genéticas hereditárias, como mutações dos genes BRCA1 ou BRCA2. A qualidade de vida também pode contribuir como a obesidade, a ingestão de laticínios e carne vermelha. Cerca de um a cada seis homens terá diagnóstico de câncer de próstata durante a vida. A doença acomete com mais frequência acima dos 65 anos de idade. A maioria dos cânceres de próstata tem crescimento lento e é silencioso, ou seja, não apresenta sinais no início.

É muito importante que todos os homens acima dos 55 anos deixem o preconceito de lado e comecem a fazer anualmente os exames para rastreamento deste tipo de câncer. Agora, se houver casos de câncer em integrantes de primeiro grau na família ou se o homem for de etnia negra, caso em que a probabilidade de desenvolvimento da doença é maior, a idade para iniciar o rastreamento cai para os 45 anos. Existem muitas alternativas para o tratamento do câncer de próstata, mesmo em estádios avançados, mas com o diagnóstico precoce, as chances de cura do câncer de próstata superam 90%.

Em caso de suspeita de câncer de próstata, os exames iniciais realizados são o exame de toque retal e o exame de sangue PSA. Caso persista a suspeita, a biópsia é o exame que fornecerá o diagnóstico definitivo. Para esse exame, o médico urologista ou radiologista retira amostras de tecido de diferentes regiões da próstata com punções por agulha fina e encaminha para análise do médico patologista. O procedimento é considerado de pequeno porte, podendo ser feito em hospitais ou clínicas, com anestesia local e sedação.

O resultado pode ser: positivo, quando há células neoplásicas malignas na amostra; negativo, se não há células malignas; ou suspeito, quando algo anormal foi observado, mas não há elementos suficientes naquela amostra para conclusão, sendo necessária investigação complementar. Se o tumor estiver presente, o laudo trará informações sobre o grau de agressividade da doença e outros dados importantes para a tomada de decisão pelo médico responsável pelo tratamento do paciente. As informações quanto ao número de amostras de biópsia com a doença; a porcentagem de doença em cada um dos fragmentos; se o tumor está apenas de um lado da próstata ou se é bilateral são dados essenciais para o planejamento do manejo da doença.

Outra importante informação é a graduação histológica pelo sistema de Gleason, que informa a provável taxa de crescimento do tumor e sua tendência à disseminação para outros órgãos do corpo (metástase). Em geral, a pontuação de Gleason pode estar entre 2 e 10 e, de acordo com ela, o câncer de próstata é organizado em três grupos: até 6 são chamados de bem-diferenciados ou de baixo grau; com 7 são denominados moderadamente diferenciados ou de grau intermediário; de 8 a 10 são chamados pouco diferenciados ou de alto grau. Com isso, o médico pode planejar um tratamento personalizado para seu paciente.

Com a informação dos exames de imagem, PSA e anatomopatológico, é possível ter o estadiamento do câncer de próstata. O estadiamento considera o sistema TNM, que tem como base cinco critérios: extensão do tumor primário (T); se o tumor se disseminou para os linfonodos próximos (N); se o tumor se disseminou para outras partes do corpo (M); o nível do PSA no momento do diagnóstico e o grau final do Gleason. Números ou letras após o T, N e M fornecem mais detalhes sobre cada um desses fatores. O estadiamento combina todas essas informações e organiza o estágio do câncer de próstata de 1 a 4, sendo que o estágio 4 significa que a doença está em um grau mais avançado.

O tratamento depende principalmente das características do câncer que é determinada pelo patologista e pode variar entre a observação vigilante, o tratamento curativo ou paliativo. Outras variáveis importantes são o estádio e o perfil do paciente, idade, presença de comorbidades, etc.

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